Líbia: Protestos violentos expõem fragilidade do governo

Moradores da segunda maior cidade da Líbia advertiram neste sábado para uma "revolução" entre milícias e extremistas islâmicos após protestos contra grupos armados.

EQUIPE AE, Agência Estado

22 de setembro de 2012 | 19h29

Em um sinal de como continua fraca a liderança do país após a queda de Muamar Kadafi, as autoridades tentaram conter a ira popular, defendendo que algumas das milícias são necessárias para manter o território em segurança, porque a polícia e o exército são incapazes de fazê-lo.

Pelo menos 11 pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas desde o início dos combates na sexta-feira em Benghazi, quando os moradores atacaram as milícias que tomam conta da região. A população conseguiu invadir várias bases da Ansar al-Charia, o principal grupo paramilitar líbio. Os manifestantes destruíram, saquearam e incendiaram uma caserna. Em seguida os habitantes atacaram o quartel-general da Raf Allah al-Sahati, formação islâmica ligada ao ministério da Defesa, e roubaram armas, munições e equipamentos eletrônicos. As forças de segurança conseguiram restabelecer a calma, um dia após o protesto que levou 30 mil moradores às ruas.

A onda de ataques começou logo após uma manifestação pacífica contra as milícias, realizada durante a tarde de sexta-feira.

Parte da segurança líbia é controlada por grupos paramilitares sob a batuta do governo, mas a população contesta o uso dessas formações. O ataque contra o consulado dos Estados Unidos, provocado por uma manifestação contra o vídeo anti islã e que resultou na morte do embaixador norte-americano, é apontado como uma prova da incapacidade das autoridades do país em garantir a segurança diante do poder dos grupos muçulmanos radicais. As informações são da Associated Press e Dow Jones.

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