Líbia recusa-se a indenizar vítimas americanas de atentado

O governo da Líbia recusa-se a indenizar as vítimas americanas de uma tentado a bomba cometido em Berlim em 1986. Ontem, foi anunciado um plano de compensação para as vítimas de outras nacionalidades, que não a americana. Pelo acordo, serão atendidas 170 pessoas atingidas pela explosão de 5 de abril de 1986 na discoteca La Belle. Dois americanos morreram no atentado.O grupo dos beneficiados pela indenização inclui alemães feridos ou psicologicamente afetados, bem como a família de uma mulher turca que perdeu a vida no ataque. Nesta quarta-feira, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Adam Ereli, saudou a notícia da indenização para os não-americanos, mas enfatizou que a questão dos americanos atingidos também deve ser resolvida.O chanceler líbio, Hassouna al-Shawish, repudiou o apelo de Ereli. ?Os EUA é que deveriam indenizar as famílias líbias que perderam dezenas de seus filhos na guerra lançada por Reagan contra cidades líbias?, disse. Al-Shawish referia-se ao ataque aéreo ordenado pelo ex-presidente dos EUA, Ronald Reagan, contra as cidades líbias de Trípoli e Benghazi, que deixaram 41 mortos e mais de 200 feridos em 1986. O ataque foi uma resposta ao atentado de Berlim.

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