Líbia suspende trabalhos na embaixada do país no Egito

A Líbia suspendeu os trabalhos em sua embaixada no Cairo, capital do Egito, dias depois de manifestantes queimarem uma bandeira do país em frente ao local para protestar contra a morte de um egípcio cristão em território líbio. Em um breve comunicado a embaixada afirmou que as operações estão suspensas indefinidamente, mas não especificou o motivo.

AE, Agência Estado

16 de março de 2013 | 19h25

As tensões se espalharam depois da morte de um cristão copta do Egito que foi detido na Líbia por suspeita de espalhar o cristianismo no país muçulmano. O Ministério de Relações Exteriores do Egito afirmou que o homem, Ezzat Atallah, provavelmente morreu de causas naturais, mas a família alega que ele foi torturado até a morte.

Dois outros homens, que estão entre cerca de 50 cristãos egípcios detidos na Líbia sobre suspeita de proselitismo, disseram à Associated Press em entrevistas depois de serem liberados que foram torturados em um centro de detenção administrado por uma poderosa milícia no leste da Líbia.

O governo da Líbia depende das milícias, que atuam como forças de segurança porque a polícia e o exército atuam em batalhas desde o início da guerra civil que derrubou o governo de Muamar Kadafi, em 2011. O Ministério de Relações Exteriores do Egito afirmou que sua embaixada na Líbia está investigando as acusações de tortura.

A decisão da embaixada da Líbia de suspender os serviços consulares afeta milhares de egípcios que trabalham no país vizinho e dependem da embaixada para obter permissões para movimentação. Milhares de egípcios trabalham nos setores de construção e comércio da Líbia, um país de 6,5 milhões de muçulmanos com minorias religiosas pouco significativas. Centenas deles provavelmente morreram durante a guerra civil local e muitos outros perderam o emprego. As informações são da Associated Press.

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