Líbia tenta retomar portos dos rebeldes

TRÍPOLI - O Parlamento da Líbia ordenou ontem que uma força especial seja enviada dentro de uma semana para "liberar" todos os portos tomados por rebeldes na volátil região leste do país, aumentando as chances de que um bloqueio interrompa a receita do petróleo.

Reuters/O Estado de S.Paulo

11 de março de 2014 | 02h05

O conflito aumenta os temores de que a Líbia possa mergulhar ainda mais fundo no caos e até se dividir, uma vez que o frágil governo não consegue conter as milícias que ajudaram a depor Muamar Kadafi, em 2011, mas agora desafiam a autoridade central.

Os rebeldes, que ocuparam três portos e controlam parcialmente um quarto do país, disseram ter despachado forças para o centro da Líbia para lidar com qualquer ataque do governo.

Os dois lados parecem rumar para o confronto depois que um navio petroleiro com bandeira da Coreia do Norte foi carregado com US$ 30 milhões em petróleo no porto de Es Sider, controlado pelos rebeldes, apesar de o governo ter ameaçado bombardear o navio.

Mesmo sem qualquer grande ação militar, a crise acaba com qualquer esperança de restaurar as exportações de petróleo em breve. Uma onda de manifestações em campos de petróleo e portos reduziu drasticamente a produção e minou a autoridade do Estado.

O líder do Parlamento, Nuri Ali Abu Sahmain, que tem poderes quase presidenciais, ordenou a formação de uma força militar composta por soldados regulares e por milícias aliadas para retomar os portos. "A operação começará em uma semana", disse Sahmain. "A força será montada para liberar os portos e encerrar o bloqueio."

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