Líbia:Hifter ganha aliados em campanha contra islâmicos

O Ministério do Interior da Líbia, junto com o embaixador dos EUA para o país e o comandante da força área, apoiou uma ofensiva do general desertor Khalifa Hifter contra parlamentares islâmicos e milícias extremistas, intensificando o apoio para a campanha descrita pelo governo como um golpe.

AE, Agência Estado

21 Maio 2014 | 12h05

O brigadeiro-general da Marinha, Hassan Abu-Shanaq, do qual algumas unidades se aliaram a Hifter, foi ferido em uma tentativa de assassinato em Trípoli, capital do país, nesta quarta-feira, junto com seu motorista e um guarda, disse a agência oficial de notícias LANA. Na noite anterior, o quartel-general das forças aéreas de Trípoli ficou sob ataque de foguetes, mas não foram registradas vítimas.

Hifter tem liderado uma revolta armada no que talvez seja o maior desafio para as fracas forças do governo central e para segurança incipiente do país. Ele diz que sua campanha, batizada de "Operação Dignidade", é destinada a acabar com o poder dos islâmicos que comandam o Parlamento e que, segundo o general, abriram as portas para o extremismo e alimentaram o caos na Líbia.

Dezenas de unidades militares e comandantes líbios repetiram promessas de fidelidade para "o Exército Nacional Líbio" de Hifter e sua ofensiva, que começou sexta-feira, pela primeira vez, contra milícias islâmicas na cidade de Benghazi, no leste do país. Uma série de poderosas milícias também apoiam Hifter, incluindo as da cidade de Zintan e Benghazi, segunda maior cidade da Líbia. Os islâmicos no Parlamento são apoiados por outras milícias, particularmente de Misrata, a terceira maior cidade líbia.

A miríade de milícias na Líbia, que são divididas por rivalidades e agendas concorrentes, têm sido o verdadeiro poder no país desde a expulsão e morte de Muamar Kadafi em 2011. Elas estão muito melhor armadas do que as fracas forças policiais ou militares, que foram destruídas durante a guerra civil de 2011 e nunca mais se recuperaram. Fonte: Associated Press.

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