Líbios devem estar à frente da transição

Pouco se sabe fora da Líbia sobre as linhas divisórias políticas, tribais e regionais, e as instituições da era Kadafi são tão confusas que é difícil perceber como elas poderiam oferecer uma estrutura para limitar a competição à política não violenta. Muitos líbios sofreram sob o regime de Kadafi, perdendo parentes, propriedades e liberdade. Pessoas podem supor que os seguidores de Kadafi tenham informações ou artigos de valor que precisem ser extraídos rapidamente. Isso poderia levar a prisões e torturas, tendo a polícia e os serviços de inteligência como possíveis alvos.

Daniel Serwer / WP, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2011 | 00h00

Muitos entre o meio milhão de refugiados líbios e pessoas internamente desalojadas retornarão e procurarão recuperar suas propriedades. Essa recuperação poderá ser particularmente contenciosa e minar a ordem pública, em especial se o público não confiar nos tribunais. O não abastecimento imediato de eletricidade e água solaparia a ordem pública e dificultaria o progresso em governança, estado de direito e economia. Na Líbia pós-Kadafi, quanto mais puder ser feito pelos líbios, melhor. A capacidade dos líbios não deve ser subestimada, mas Trípoli pode requerer forças de paz internacionais para manter a ordem, pelo menos na fase inicial.

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