Anis Mili/Reuters
Anis Mili/Reuters

Líbios entram no centro de Sirte e controlam pontos estratégicos

Combatentes tomaram o controle do porto, da universidade Etthadi e da ilha de Dhoran

EFE

27 Setembro 2011 | 08h23

ARGEL - As forças rebeldes líbias conseguiram entrar nesta terça-feira, 27, no centro de Sirte, cidade natal de Muamar Kadafi, e controlam vários pontos considerados estratégicos, confirmou um porta-voz rebelde à Agência Efe.

 

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Os combatentes tomaram o controle do porto, da universidade Etthadi e da ilha de Dhoran, disse em conversa telefônica com a Efe Shams Eddine, que acrescentou que os combates, que são muito violentos, continuavam durante a manhã.

 

 

"Não há dúvida alguma que Sirte será libertada no máximo em até 48 horas", assegurou Eddine.

 

A entrada no centro de Sirte foi liderada por insurgentes chegados desde a vizinha localidade de Misrata, explicou o porta-voz, antes de precisar que o assalto foi lançado desde a parte oeste da cidade após um intenso bombardeio com artilharia pesada.

 

"Os irmãos de Misrata se transformaram em especialistas nos combates nas ruas e sua experiência nos permitiu tomar o controle de zonas importantes e de Sirte", disse.

 

"Dada a violência da ofensiva, os membros das brigadas pró-Kadafi se deslocaram rumo ao leste, mas se depararam com os revolucionários que controlam essa zona e vários deles, incluído mercenários africanos, foram capturados vivos", acrescentou.

 

Segundo o porta-voz, um dos fatores que permitiu a entrada dos rebeldes no centro de Sirte foi a saída de centenas de famílias que conseguiram fugir através de "corredores de segurança" abertos pelos rebeldes.

 

A cidade natal do foragido líder líbio é assediada pelos rebeldes há várias semanas, mas o assalto final foi adiado pelo temor de que provocasse mortes entre a população civil.

 

Há dois dias, os rebeldes recuaram para permitir que os aviões da Otan atacassem as posições das forças pró-Kadafi, assim como dos depósitos de armas e munição.

 

"Os ataques da Otan e os incessantes bombardeios das últimas horas debilitaram a resistência das forças do antigo regime e provocaram o pânico entre suas fileiras", explicou o porta-voz.

 

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