Líbios fazem greve em Benghazi e pedem eleições

A cidade de Benghazi viveu um dia de "desobediência civil" neste domingo, o que resultou no fechamento de alguns prédios públicos e na interrupção do tráfego aéreo.

AE-DJ, Agência Estado

06 de abril de 2014 | 10h57

Grupos cívicos convocaram no sábado ações para denunciar problemas de segurança na segunda maior cidade da Líbia mais de três anos depois do início da revolução que derrubou o ditador Muamar Kadafi.

Eles exigem a suspensão do Congresso Geral Nacional (GNC, em inglês), principal autoridade política da Líbia, bem como a realização de eleições parlamentares e presidenciais.

Mas um repórter da agência France Press disse que as ações deste domingo foram parciais e apenas algumas escolas, universidades e instituições públicas ficaram fechadas. O Ministério de Educação disse que todas as aulas ocorreram normalmente.

O tráfego aéreo foi o mais afetado, com o aeroporto internacional fechado e todos os voos suspensos "até nova ordem", revelou uma fonte do aeroporto.

O GNC foi eleito em julho de 2012 para um mandato de 18 meses, mas provocou a ira popular ao estender o mandato no começo de fevereiro até o fim de dezembro deste ano.

Sob pressão dos manifestantes, o congresso posteriormente anunciou a antecipação das eleições, mas não estipulou uma data para a votação. Fonte: Dow Jones Newswires.

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