Angel Díaz/Efe
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Líder basco é condenado por tentar reconstruir braço político do ETA

Arnaldo Otegi, ex-porta-voz do partido Batasuna, foi sentenciado a 10 anos de prisão

Efe

16 Setembro 2011 | 09h51

MADRID - O ex-porta-voz do partido Batasuna, Arnaldo Otegi, foi condenado nesta sexta-feira a dez anos de prisão por ter tentado reconstruir o partido, braço político do ETA e considerado ilegal.

A Audiência Nacional espanhola condenou também Rafael Díaz Usabiaga, ex-dirigente do sindicato basco LAB, por participar da tentativa de reconstituição do Batasuna, que foi proibido em 2003 em virtude da Lei de Partidos existente na Espanha desde 2002.

O tribunal considerou que Otegi tentou reorganizar o partido em 2009 a mando do ETA. Na sentença, notificada nesta sexta-feira, a Audiência Nacional espanhola também condenou a 8 anos de prisão Miren Zabaleta, Arkaitz Rodríguez e Sonia Jacinto, e absolveu outros três acusados: Txelui Moreno, Amaia Esnal e Mañel Serra.

Otegi e Díaz Usabiaga foram condenados como dirigentes do ETA, já que desempenhavam tarefas de "incentivo, responsabilidade e coordenação" e exerciam influência sobre os outros três condenados.

O Batasuna foi ilegalizado em 17 de março de 2003 pela Corte Suprema espanhola em virtude da Lei de Partidos vigente desde 2002 e que contempla a proibição das entidades políticas que apoiem ou amparem o terrorismo.

Sua ilegalidade foi avalizada pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

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