Líder bielo-russo diz que crise ucraniana ameaça seu país

Tradicionalmente alinhado com a Rússia, Alexander Lukashenko pede união para manter independência

22 de abril de 2014 | 15h06

MINSK - O presidente da Bielo-Rússia, Alexander Lukashenko, disse na terça-feira que a crise na Ucrânia ameaça a segurança de seu próprio país e que os bielo-russos deveriam se unir para proteger sua independência.

Lukashenko, que governa a ex-república soviética de 10 milhões de habitantes há quase 20 anos, é um aliado próximo de Moscou, mas disse no mês passado que a anexação pela Rússia da região ucraniana da Península da Crimeia estabeleceu um péssimo precedente.

"Os Estados ao nosso redor estão em estado de mudança. A Ucrânia está está fervendo, a Rússia está tentando conquistar a liderança (da região) de novo, nossas fronteiras estão desmoronando a olhos vistos", afirmou Lukashenko em seu discurso anual ao Parlamento. "Qualquer desastre geopolítico nos afetará também... Nós temos que defender o nosso valor mais importante: a independência do país."

Lukashenko, criticado pelo ocidente por causa de suas políticas duras em relação à oposição , depende muito do apoio econômico e militar da Rússia. Em grandes questões internacionais, ele normalmente segue a linha russa.

No entanto, as tensões aumentam entre Lukashenko e o presidente russo Vladimir Putin. "Para defender esse direito (à independência) nosso país inteiro tem de estar unido", disse Lukashenko. "Minha mensagem a quem é crítico ao governo é que aceitamos toda oposição que esteja dentro da lei." Mas ele também alertou que medidas duras serão tomadas contra quem "provocar motin". / EFE

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