Líder camponês é assassinado nas Filipinas

Hermie Marquez, dirigente de um grupo de camponeses filipinos, foi assassinado na segunda-feira à noite em sua casa na província deSurigao do Sul, horas depois de o governo anunciar a criação de uma comissão para investigar a onda de assassinatos de militantes de esquerda e jornalistas no país. Fontes do Movimento de Camponeses Filipinos informaram nesta terça-feira que desconhecidos armados com rifles M-14 invadiram a casa de Hermie Marquez, conhecido por sua campanha em defesa da reforma agrária no povoado deTandag, cerca de 870 quilômetros a sudeste de Manila. Já são 729 as vítimas de assassinatos políticos nas Filipinas desde que Gloria Macapagal Arroyo assumiu a Presidência, em janeiro de 2001,segundo dados da organização de defesa dos direitos humanos Karapatan. Macapagal Arroyo anunciou na segunda-feira a criação de uma comissão independente para investigar os assassinatos no país. A criação da comissão é conseqüência das fortes pressões internas e de organizações internacionais, como Anistia Internacional (AI) e Repórteres sem Fronteiras. Segundo um relatório da AI, Manila não protege seus cidadãos e os direitos humanos. O número de assassinatos de caráter político nas Filipinas aumentou pelo segundo ano consecutivo, com 51mortes entre janeiro e junho de 2006, contra 66 em todo o ano passado.

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