Pablo Blazquez / Reuters
Pablo Blazquez / Reuters

Líder catalão preso diz que novo referendo separatista é inevitável

Ex-vice-governador regional catalão, Oriol Junqueras foi condenado a 13 anos de prisão, maior sentença contra os separatistas processados na Espanha

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2019 | 03h29

BARCELONA, ESPANHA - O líder separatista catalão Oriol Junqueras, condenado a 13 anos de prisão pela Suprema Corte Espanhola por seu envolvimento na tentativa de separação do território da Espanha, declarou que um novo referendo pela independência da Catalunha é 'inevitável'.

Em entrevista à agência Reuters, Junqueras disse que as penas impostas a ele e a outras 8 lideranças catalãs só aumenta a força e a determinação do movimento separatista.

"O que eu tenho certeza é que esse conflito será resolvido por meio das urnas... Estamos convencidos de que, mais cedo ou mais tarde, um novo referendo vai acontecer. É inevitável, porque, de outra maneira, como poderemos dar voz aos cidadãos?", disse, acrescentando que não se arrependeu de seu envolvimento nas manifestações de 2017.

Em sua primeira entrevista depois da prisão, Junqueras disse que ele e outros planejam apelar da decisão condenatória à Corte Europeia de Direitos Humanos.

Quando questionado sobre a mensagem que gostaria de deixar ao movimento separatista depois da sentença, Junqueras falou:

"Que nós vamos seguir e não vamos desistir, porque nós nunca desistimos, e não faremos isso agora. Quero dizer que a prisão e o exílio nos faz mais fortes e nos torna mais convictos, se é que é possível, em nossas crenças democráticas."

Condenações

O Tribunal Supremo da Espanha condenou nesta segunda-feira, 14, nove líderes separatistas da Catalunha a penas de prisão que variam de 9 a 13 anos por sedição devido ao envolvimento em uma tentativa de independência fracassada, desencadeando protestos na região.

A sentença gerou vários protestos em Barcelona - milhares chegaram a ocupar o Aeroporto de El Prat - e volta a colocar a questão da Catalunha no centro do debate político, a menos de um mês de novas eleições legislativas, em 10 de novembro./REUTERS

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