Líder centro-africano pede ajuda da França e dos EUA

O presidente da República Centro-Africana, François Bozize, pediu nesta quinta-feira a ajuda dos Estados Unidos e de seu antigo colonizador, a França, no combate a uma ofensiva rebelde no país. "Nós pedimos aos nossos primos franceses e aos Estados Unidos, as maiores potências, que nos ajudem a expulsar os rebeldes", declarou ele em discurso na capital, Bangui.

AE, Agência Estado

27 de dezembro de 2012 | 10h57

Porém, o presidente da França, François Hollande, afirmou que está na República Centro-Africana para proteger interesses de seu país e não para "proteger o regime". Ele afirmou também que tropas francesas não vão interferir nos assuntos internos da República Centro-Africana.

Na quarta-feira, manifestantes atiraram pedras contra a embaixada francesa em Bangui, criticando o ex-colonizador por não fazer mais pelo país. Também ontem, a Air France confirmou que seu único voo semanal para Bangui deu meia volta por causa dos protestos.

Bangui, capital de cerca de 600 mil habitantes, pode se tornar o campo de batalha entre forças do governo e rebeldes, que já tomaram pelo menos dez cidades do país. Os rebeldes assinaram um acordo de paz em 2007, que permite a eles fazer parte do Exército regular do país, mas os líderes desses grupos afirmam que o acordo não foi completamente implementado.

Desde que conquistou a independência da França, em 1960, o país já registrou várias revoltas militares, golpes e rebeliões.

Uma força militar regional enviou mais tropas para ajudar na segurança da capital. "Bangui está plenamente segura com as tropas", disse o general Jean-Felix Akaga em cadeia nacional de rádio. "Outros vão chegar para reforçar nossa missão", declarou Akaga, que integra a Força Multinacional da África central (Fomac, na sigla em inglês). Criada em 2008, a Fomac tem como missão ajudar a consolidar a paz na República Centro-Africana. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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