Lider chinês diz acreditar na estabilidade de Hong Kong

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse nesta sexta-feira que está confiante que a "estabilidade social" pode ser preservada em Hong Kong e afirmou que Pequim não mudará a sua abordagem de "um país, dois sistemas" em relação ao território.

Estadão Conteúdo

10 de outubro de 2014 | 13h29

Li se reuniu com a chanceler Angela Merkel em Berlim, enquanto manifestantes se reuniam em um protesto pela democracia em Hong Kong, um dia após o governo semiautônomo do território fechar os canais de diálogo com líderes estudantis. O premiê não mencionou as manifestações diretamente, mas disse que é de interesse da China e de Hong Kong preservar "a prosperidade e estabilidade de longo prazo".

Discursando por meio de um intérprete, Li disse estar convencido que os moradores de Hong Kong estão em posição de preservar a prosperidade da cidade - e que o governo tem autoridade para fazer o mesmo. Segundo Li, as autoridades regionais "também protegerão os habitantes de ferimentos e danos materiais".

O primeiro-ministro garantiu ainda que todos os interesses legítimos de investidores estrangeiros serão protegidos, mas ressaltou que essa é uma questão doméstica chinesa.

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu que a liberdade de expressão seja preservada na cidade. "As manifestações têm sido pacíficas e eu espero que continuem desse modo. E que, numa troca livre de opiniões, soluções sejam encontradas para satisfazer a população de Hong Kong", afirmou.

No encontro, China e Alemanha assinaram uma série de acordos para aumentar a cooperação em áreas como pesquisa, saúde e tecnologia. A economia asiática é um mercado importante para a nação europeia, mesmo com a desaceleração do seu crescimento. Fonte: Associated Press.

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