EFE/HOW HWEE YOUNG
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Assistente de ex-presidente chinês Hu Jintao é acusado de corrupção

Ling Jihua, de 59 anos, será julgado pelo Tribunal Popular Intermediário de Tianjin pelos crimes de aceitação de subornos, obtenção ilegal de segredos de Estado e abuso de poder

O Estado de S. Paulo

13 Maio 2016 | 12h07

PEQUIM - O líder comunista Ling Jihua, antigo secretário pessoal do ex-presidente da China, Hu Jintao, foi acusado formalmente de aceitação de subornos, obtenção ilegal de segredos de Estado e abuso de poder, anunciou nesta sexta-feira, 13, a Procuradoria do Estado.

Ling, de 59 anos, será julgado pelo Tribunal Popular Intermediário Número 1 de Tianjin, cidade portuária situada a cerca de 200 km de Pequim, informou a Procuradoria Popular Suprema em comunicado.

O homem que já foi "braço direito" de Hu Jintao começou a ser investigado em dezembro de 2014 por suposta corrupção, e foi expulso do Partido Comunista (PCCh) sete meses depois, o que abriu a porta para seu indiciamento.

Ling era até então uma figura destinada a ascender a postos de alta responsabilidade, mas sua influência começou a ruir em 2012, pelo fato de seu filho ter morrido em um acidente quando conduzia uma Ferrari a grande velocidade. O episódio foi interpretado como um indício de uma vida familiar complicada e corrupta.

Os veículos de comunicação especularam em 2015 sobre a possibilidade de Ling, na qualidade de diretor-geral do escritório do PCCh e assistente pessoal de Hu (2003-2013), ter roubado importantes segredos de Estado, tais como códigos de segurança e da residência oficial de líderes comunistas em Zhongnanhai.

Também suspeita-se que ele tenha repassado esses segredos a seu irmão Ling Wancheng, empresário que fugiu para os EUA levando o governo chinês a negociar com o americano em 2015 sua captura e extradição.

Ling Wancheng se encontra em paradeiro desconhecido desde outubro de 2014, quando vivia em uma vila dos arredores de Sacramento, na Califórnia.

Segundo uma revista de Hong Kong, a Qianshao, Ling Wancheng pode ter em seu poder mais de 2,7 mil documentos confidenciais, que incluiriam códigos nucleares e redes de comunicações secretas da liderança comunista para tempos de crise. /EFE

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