Líder comunista exilado na Tailândia é proibido de retornar à Malásia

Ching, de 83 anos, recorrerá da decisão perante o Tribunal Federal, a máxima instância de Justiça do país

EFE

22 de junho de 2008 | 03h22

As autoridades malaias rejeitaram a permissão de retorno ao país de um veterano ex-líder comunista que lutou contra a ocupação japonesa durante a Segunda Guerra Mundial e o Império Britânico e já está há duas décadas exilado na Tailândia. O Tribunal de Apelações desprezou sua solicitação alegando que Ching Peng, cujo nome real é Ong Boon Hua, não apresentou um certificado de nascimento válido e outros documentos que provem sua nacionalidade, informou neste domingo seu advogado, Darshan Singh Khaira. Ching, de 83 anos, recorrerá da decisão perante o Tribunal Federal, a máxima instância de Justiça do país. Diante da urgência demonstrada pela justiça para que demonstre sua nacionalidade, Ching assegura que é o próprio Executivo que deve fornecer os papéis. A Malásia, país multirracial com maioria muçulmana e uma ampla comunidade chinesa, proibiu em 2006 o filme "O último comunista", baseada nas memórias de Ching, que relata os 12 anos de insurgência contra os britânicos na selva do território então conhecido como Malaya

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