Líder cubano justifica falta de informações sobre a saúde de Fidel

O presidente da Assembléia Nacional cubana (parlamento), Ricardo Alarcón, pediu nesta quarta-feira aos cubanos que fiquem "alertas" e respondam "com unidade" frente à "ameaça explícita" dos "criminosos" dos Estados Unidos contra a ilha caribenha.Os EUA "fizeram ameaças concretas" contra Cuba, disse Alarcón, que acrescentou que "por isso as informações sobre o estado de saúde de Fidel (Castro) e a condição atual do país precisam ser cuidadosas, limitadas a informar apenas o indispensável".A Casa Branca tem uma lei "que estabelece o propósito de acabar com o Governo revolucionário" cubano, e declarou que "não irá permitir um Governo encabeçado por Raúl Castro" na ilha, comentou o presidente do parlamento cubano à emissora de rádio Rebelde.Embora tenha reconhecido que com a "complicada situação no Iraque os EUA não podem considerar ataques contra qualquer um", Alarcón ressaltou que Cuba "está a 140 quilômetros deles e não pode tomar como algo superficial a ameaça explícita do governo de um país poderoso, governado por um grupo de criminosos"."São verdadeiros criminosos, que inclusive recorrem ao terrorismo, que promovem o terrorismo contra Cuba e reconhecem que têm medidas secretas contra a ilha", denunciou.Frente às medidas secretas contidas no último plano dos EUA contra Cuba, "qualquer um pode pensar o pior e deve pensar o pior", acrescentou o líder, que pediu aos cubanos que fiquem "alertas, preparados, dispostos a fazer o que for preciso"."É preciso conduzir a situação com muita sabedoria, com muita disciplina, com muito espírito de unidade", acrescentou.

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