Azad Lashkari/Reuters
Azad Lashkari/Reuters

Líder curdo quer permanência de tropas americanas no Iraque

Saída de militares dos Estados Unidos poderia abrir vácuo para violência sectária, diz Barzani

Agência Estado

06 de setembro de 2011 | 15h24

SULAIMANIYAH - O poderoso líder da região autônoma do Curdistão, Massoud Barzani, fez nesta terça-feira, 6, seu primeiro apelo público para que as tropas americanas fiquem no Iraque, ao dizer que se elas saírem a violência sectária poderá irromper no país.

 

Embora os curdos em geral queiram que as tropas americanas permaneçam no Iraque, esta foi a primeira vez que uma liderança política se manifestou publicamente para que elas permaneçam no país em 2012. O Curdistão iraquiano é formado por três províncias.

 

Barzani fez o pedido em um discurso na televisão e pediu ao governo do Iraque em Bagdá que assine um acordo para a permanência das tropas dos EUA. "Na minha opinião, se as tropas americanas saírem, haverá o risco de uma guerra civil", disse Barzani.

 

Sob um acordo de segurança assinado em 2008 entre Washington e Bagdá, todas as tropas dos EUA deverão se retirar até 31 de dezembro de 2011. Mas a contínua instabilidade e o temor da crescente influência do Irã no Iraque levaram alguns iraquianos e também americanos a reconsiderarem o prazo final para a retirada.

 

O líder dos curdos iraquianos também disse que o Iraque não possui um exército forte o suficiente para defender suas fronteiras. "As forças militares iraquianas ainda não estão preparadas para assegurar a proteção para o Iraque. O exército do Iraque não está preparado para vigiar as fronteiras e a força aérea não existe", disse Barzani.

 

Atualmente existem 45 mil soldados norte-americanos no Iraque. No começo de agosto, líderes iraquianos anunciaram que eles abririam negociações com o governo americano para manter uma força residual no Iraque, a qual ajudará a treinar soldados e policiais iraquianos.

 

No geral, a maioria dos políticos iraquianos desejam que as tropas americanas permaneçam no país. A exceção é o líder dos xiitas iraquianos, o clérigo Muqtada al-Sadr, o qual deseja a retirada imediata das tropas dos EUA. Mas até agora nenhum pedido formal foi feito e os americanos se preparam para cumprir o prazo de 31 de dezembro. As informações são da Associated Press.

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