Líder da Al-Fatah prega a criação do Estado palestino para cessar a violência

O líder da Al-Fatah na Cisjordânia, Marwan Barghouti, de 43 anos, preso em abril deste ano pelas tropas israelenses, afirmou nesta quarta-feira ao chegar em um tribunal de Tel-Aviv que "a única solução" para o conflito palestino-israelense é a criação de um Estado palestino ao lado do Estado israelense. "Só a paz proporcionará segurança aos dois povos", exclamou Barghouti. "Ponham fim à ocupação israelense. O povo de Israel está pagando um preço muito alto pela política do seu Governo", acrescentou referindo-se ao do primeiro-ministro direitista Ariel Sharon. Barghouti compareceu na manhã de hoje ao tribunal de Tel-Aviv por seu suposto envolvimento em ataques da resistência palestina contra a ocupação israelense. Ele é o primeiro dirigente palestino de importância a ser julgado em um tribunal israelense. Para Israel, este será "um julgamento contra o terrorismo palestino", mas os advogados de Barghouti afirmam que este "será um processo contra o Estado de Israel". A corte do distrito de Tel-Aviv decidiu nesta manhã a permanência da prisão preventiva de Barghouti até o dia 15 de setembro, quando uma nova audiência decidirá se o palestino ficará preso até o final do julgamento. Barghouti, visto em alguns setores como o possível sucessor do presidente Yasser Arafat e como um pragmático em meios do movimento pacifista israelense, é o líder mais popular da Al Fatah na Cisjordânia.

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