Reprodução/Site Intelligence Group
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Líder da Al-Qaeda convoca seguidores para atacar o Ocidente em aniversário do 11 de setembro

Egípcio Ayman al Zawahiri foi o número dois de Osama Bin Laden e justificou ataques do grupo terrorista como resposta a 'crimes na Palestina e outras terras muçulmanas'

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2019 | 21h02

CAIRO – O líder da rede terrorista Al-Qaeda, o egípcio Ayman al Zawahiri, convocou os seus seguidores para realizar ataques ao Ocidente para vingar os “crimes” contra a Palestina e outros territórios muçulmanos, em um vídeo divulgado nesta quarta-feira, 11, no aniversário de 18 anos dos atentados do 11 de setembro nos Estados Unidos.

Na mensagem, difundida pelo portal americano Site Intelligence, e cuja veracidade ainda não foi comprovada independentemente, Zawahiri diz que os integrantes da Al-Qaeda podem justificar suas ações “nos crimes na Palestina e outras terras muçulmanas semelhantes”.

Segundo a diretora do Site Intelligence, Rita Katz, o vídeo é entitulado “E continuarão lutando contra ti”, onde o líder da Al-Qaeda aponta como possíveis alvos países como Estados Unidos, França e Reino Unido.

Ainda não se sabe com precisão quando foram gravadas as imagens, onde o líder terrorista aparece vestido de branco.

Katz destacou que ele, que foi o número dois de Osama Bin Laden, menciona na mensagem o reconhecimento no fim de março da soberania de Israel sobre o território estratégico das Colinas de Golã, ocupadas desde 1967, por parte do presidente dos EUA, Donald Trump.

Enquanto isso, os minutos de silêncio foram repetidos nesta quarta em Nova York e nos EUA.

Em 11 de setembro de 2001, sob os olhos atentos de milhões de telespectadores no mundo todo, dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas em Nova York e no Pentágono, enquanto outro, que provavelmente iria à Casa Branca, caiu na Pensilvânia.

O atentado terrorista, o pior da história dos EUA, deixou cerca de 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos.

O então presidente dos EUA, George W. Bush, levou apenas alguns dias para apontar como culpado o então líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, escondido no Afeganistão. / EFE

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