Líder da Al-Qaeda no Iêmen promete intensificar ações

Nasir al-Wahishi afirmou que americanos não devem pensar que 'assunto está encerrado'

Agência Estado

11 de maio de 2011 | 10h16

DUBAI - O líder do braço do Al-Qaeda no Iêmen, Nasir al-Wahishi, advertiu que a guerra santa se tornará mais "intensa e nociva", após a morte de Osama bin Laden por militares norte-americanos, informou nesta quarta-feira, 11, o grupo SITE, que monitora mensagens de extremistas.

 

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Wahishi, líder da Al-Qaeda na Península Arábica, afirmou em comunicado divulgado em um site islamita que "a chama da jihad está mais brilhante" após a morte de Bin Laden em 2 de maio, no Paquistão.

"Não pensem na batalha superficialmente. O que está vindo é maior e pior, e o que espera vocês é mais intenso e nocivo", afirmou Wahishi, segundo a tradução do SITE.

 

Ele advertiu que os norte-americanos não devem se iludir pensando que "o assunto está encerrado" com a morte do líder da Al-Qaeda. Ele disse que a morte de Bin Laden "apenas aumentará nossa persistência para lutar contra os judeus e americanos para conseguir vingança".

Os EUA se preocupam com a ameaça da militância islamita no Iêmen. Washington já advertiu para o potencial desse país se tornar uma base para a Al-Qaeda se reagrupar.

 

Quatro dias após a morte de Bin Laden, um avião não tripulado dos EUA atacou o clérigo iemenita Anwar al-Awlaqi no sul do Iêmen. O clérigo, que segundo Washington tem vínculos com a Al-Qaeda, sobreviveu ao ataque, mas foram mortos dois membros da Al-Qaeda na Península Arábica. As informações são da Dow Jones.

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