Líder da Al-Qaeda no Iraque é ferido em confronto com polícia

O líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Ayyub al-Masri, foi ferido e seu assessor morto em um confronto com a polícia, segundo disse à CNN um porta-voz do Ministério do Interior iraquiano.O porta-voz esclareceu que a polícia iraquiana encontrou um grupo de insurgentes na estrada entre Falluja e Samarra, e numa troca de tiros feriu al-Masri. Abu Abdullah al-Majamiai, o assessor mais importante de al-Masri, foi morto no confronto. O corpo está com a polícia.O confronto aconteceu perto de Balad, uma das grandes bases dos EUA a 80 quilômetros ao norte da capital, disse o General Abdul-Karim Khalaf.Khalaf não disse como as forças iraquianas sabiam que al-Masri teria sido ferido, e não haviam relatos do incidente por parte de autoridades americanas.Al-Masri, também conhecido como Abu Hamza Al-Muhajer, é egípcio e assumiu o lugar de al-Zarqawi, antigo líder da Al-Qaeda no Iraque, assassinado em junho por ataque aéreo na província de Diyala.O ministro do Interior do Iraque, Muwaffak al-Rubaie, avaliou em Outubro passado que al-Masri esteve envolvido na preparação de mais de 2 mil carros-bomba que mataram mais de 6 mil iraquianos nos últimos dois anos.Planos de segurançaO Iraque fechou suas fronteiras - cinco ao longo da divisa com o Irã e duas no lado oeste com a Síria - por EUA e forças iraquianas estarem de acordo sobre guerrilheiros estrangeiros estarem invadindo o país.O plano de segurança das fronteiras pretende manter os xiitas no Irã e militantes pró Al-Qaeda na Síria, disseram autoridades.Na quinta, soldados 2 mil iraquianos e 1,2 mil britânicos fecharam um perímetro ao redor da cidade portuária de Basra, próxima à fronteira com o Irã, em operação que vai durar 72 horas.Em Bagdá, forças iraquianas e americanas têm feito rondas contra milícias por semanas, mas uma nova fase do plano de segurança foi anunciada no começo desta quinta-feira, em uma declaração militar. "A operação de segurança para Bagdá vai levar tempo e haverá violência", disse Bush na quarta-feira. Para o presidente, a violência "incomoda o povo do Iraque, mas o lembra de como é importante ajudá-los a ter sucesso. Se você pensar como a violência é ruim agora, imagine como seria se nós não os ajudássemos a segurar a cidade, a capital Bagdá".

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