Líder da Coreia do Norte quer medida contra sanções

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, cobrou de seus assessores de segurança e relações exteriores a adoção de "importantes medidas estatais" para responder às sanções impostas ao país pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo foi divulgado neste domingo pela imprensa oficial.

AE, Agência Estado

27 de janeiro de 2013 | 19h28

Em uma reunião com lideranças do governo, Kim distribuiu "tarefas específicas", mas não foram dados detalhes, nem a data em que ocorreu este encontro. A mídia estatal continuou a criticar os Estados Unidos e a Coreia do Sul no fim de semana, após o país ter dito que adotaria "contramedidas físicas" se seu vizinho do sul aderisse às sanções internacionais.

"As sanções significam guerra, uma declaração de guerra contra nós", diz um comunicado emitido pelo escritório do governo norte-coreano responsável por lidar com a Coreia do Sul. O texto culpa o governo sul-coreano, chamado de "grupo de marionetes traidoras", de ajudar a ampliar as sanções contra empresas e cidadãos norte-coreanos.

Uma porta-voz do Ministério de Unificação da Coreia do Sul disse que o país não tem uma resposta direta para o comunicado norte-coreano. "O governo já deixou claro que a Coreia do Norte precisa parar de fazer tais ameaças e interromper as provocações", comentou ela.

Na quarta e quinta-feiras, o governo norte-coreano respondeu às novas sanções impostas pela ONU ameaçando realizar outro teste nuclear, que seria o terceiro experimento com uma arma de destruição em massa. Autoridades do Ministério de Defesa da Coreia do Sul acreditam que os norte-coreanos podem detonar um explosivo nuclear a qualquer momento em um campo remoto no nordeste do país, onde foram feitos testes similares em 2006 e 2009.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU disse que o lançamento de um foguete de longo alcance na Coreia do Norte, em 12 de dezembro, é uma violação contra a proibição do uso de mísseis. O Conselho, que inclui a China - tradicional aliada da Coreia do Norte - impôs mais sanções aos norte-coreanos e ordenou que o regime evite um teste nuclear, que poderia levar a "ações significativas".

A Coreia do Norte respondeu rejeitando a resolução e afirmando que vai manter seu direito de lançar um satélite em órbita como parte de um programa espacial pacífico. O país avisou que continuará desenvolvendo foguetes e testando equipamento nuclear para combater o que chama de hostilidade por parte dos EUA.

A recente ordem de Kim Jong Un e a série de afirmações do país indicam que ele pretende conduzir um teste nuclear no futuro próximo para mostrar que ele é "um líder jovem mas poderoso, tanto domesticamente quanto internacionalmente", segundo especialistas.

O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, afirmou na quarta-feira, no entanto, que não vê sinais de que uma detonação esteja iminente, apesar de alertar que essa visão não significa nada. "Eles têm a capacidade de conduzir esses testes de uma forma que torna muito difícil determinar se eles estão fazendo isso ou não", disse.

Estimativas indicam que a Coreia do Norte tem plutônio suficiente para no mínimo quatro e no máximo oito bombas nucleares. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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