Líder da Coreia do Sul assume em meio à crise nuclear

A recente detonação subterrânea nuclear da Coreia do Norte é um teste para a promessa de campanha de Park Geun-hye de abrandar a abordagem linha-dura da Coreia do Sul contra o país vizinho. Park Geun-hye, primeira mulher eleita para presidente da Coreia do Sul, assumirá o posto na próxima segunda-feira, em meio ao escrutínio dos EUA, China e Japão para ver se ela implementará um ambicioso engajamento político, o que significaria um relaxamento nos cinco anos de animosidade na dividida península, ou se manterá a posição dura de seu predecessor conservador.

AE, Agência Estado

24 de fevereiro de 2013 | 12h41

A decisão de Park é importante porque estabelecerá provavelmente o tom de uma abordagem diplomática mais ampla sobre os esforços para persuadir a Coreia do Norte de abandonar suas ambições de produção de armamentos nucleares. Park já disse que não irá mudar ainda sua política, que foi construída com a alta probabilidade de provocações de Pyongyang em mente.

A política da presidente recém-eleita pede defesa forte, mas também esforços para construir a confiança através de remessas de ajuda, conversas de reconciliação e retomada de algumas iniciativas econômicas de grande escala, à medida que um progresso ocorrer sobre a questão nuclear. Park também abriu a possibilidade de uma reunião de cúpula com o novo líder norte-coreano, Kim Jong Un.

O engajamento de Park representaria um forte contraste com o governo de seu pai, Park Chung-hee, cuja antipatia por Pyongyang durante seu governo de 18 anos nos anos 1960 e 1970 "levou a um ataque fracassado contra a Casa Azul, residência presidencial da Coreia do Sul, por 31 comandos norte-coreanos em 1968. Em 1974, a esposa dele foi baleada e morta por um coreano nascido no Japão, que alegou que estava agindo sob as ordens de assassinato do fundador e líder da Coreia do Norte, Kim Il Sung.

A presidente recém-eleita alertou após o teste nuclear que a Coreia do Norte enfrentaria isolamento internacional, dificuldades econômicas e, eventualmente, um colapso, se continuar a ampliar seu programa atômico. Ela também pressionou a Coreia do Norte a responder as suas aberturas. As informações são da Associated Press.

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