REUTERS/Jaime Saldarriaga
REUTERS/Jaime Saldarriaga

Líder da Farc retira candidatura à presidência da Colômbia por problemas de saúde

Rodrigo Londoño, o 'Timochenko', passou por cirurgia após sofrer enfarte no começo do mês e, apesar da evolução do quadro de saúde ser satisfatória, precisará de várias semanas para se recuperar; partido não deve apresentar novo candidato ao cargo

O Estado de S.Paulo

08 Março 2018 | 10h44
Atualizado 08 Março 2018 | 19h10

BOGOTÁ - O líder da Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc), Rodrigo Londoño, o "Timochenko", retirou nesta quinta-feira, 8, sua candidatura à presidência da Colômbia em razão de problemas de saúde.

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"A cirurgia realizada ontem nos fez desistir de nossa aspiração presidencial", afirmou o ex-comandante guerrilheiro e candidato ao Senado, Iván Márquez. Timochenko, de 59 anos, foi operado em uma clínica de Bogotá onde passou por complexa cirurgia de ponte de safena, da qual se recupera de maneira satisfatória depois de sofrer um enfarte há uma semana.

Márquez afirmou que os ex-guerrilheiros continuarão na disputa legislativa programada para domingo e defendeu um "diálogo com todos os setores políticos com objetivo de criar pontes para tornar realidade uma grande convergência nacional". 

A Farc - partido político surgido em setembro como parte do acordo de paz com o governo -  não prevê, no entanto, substituir Londoño por outro candidato presidencial na disputa de maio, na qual será eleito o sucessor de Juan Manuel Santos. 

"A não participação na disputa presidencial, de maneira direta e com um candidato, não quer dizer que não assumiremos um papel frente aos demais candidatos", ressaltou Márquez, que garantiu que o partido ainda não discutiu a possibilidade de apoiar outros nomes à presidência.

Aos 59 anos, o ex-guerrilheiro, que desde 9 de fevereiro suspendeu sua campanha por "falta de garantias", enfrentou em julho outro problema de saúde devido a um "leve" acidente vascular cerebral (AVC). O ex-comandante rebelde já tinha sofrido há três anos outro enfarte, que o deixou à beira da morte em Cuba, sede das bem-sucedidas negociações de paz.

A Colômbia realizará neste domingo eleições para o Senado e para a Câmara. O acordo de paz garante ao menos 10 das 280 vagas no Congresso - 5 em cada Casa - ao candidatos da Farc, mesmo que eles não tenham votos suficientes na disputa. / AFP

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