Líder da guerrilha tâmil morre em bombardeio do Exército

Bombardeio deixou mais cinco assessores da guerrilha mortos em ataque no norte do Sri Lanka

Efe,

02 de novembro de 2007 | 12h14

O líder da ala política da guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), S. P. Thamilchelvan, morreu nesta sexta-feira, 2, junto com cinco assessores em um bombardeio das Forças Aéreas no norte do Sri Lanka, informou a própria guerrilha. A sede geral dos dirigentes políticos da guerrilha, em Kilinochi, no norte da ilha, foi atacada por um bombardeio feito pelo governo do Sri Lanka.   Thamilchelvan, chefe político dos rebeldes e segundo na rede de comando, tinha participado ativamente nas fracassadas conversas de paz com o governo realizadas em 2006 em Genebra e era um dos interlocutores dos mediadores internacionais.   Segundo o Ministério da Defesa cingalês, o bombardeio ocorreu às 6 horas (22 horas de quinta-feira, no horário de Brasília), quando Thamilchelvan realizava uma reunião junto com vários colaboradores em um edifício da cidade. "É difícil prever o que acontecerá agora. A morte do segundo maior dirigente da guerrilha desmoralizará os LTTE em uma grande medida. Mas estes poderiam recorrer a alguma ação drástica", disse o analista político Thushara Gunaratne.   A maior parte das forças dos LTTE se concentra no norte do Sri Lanka e enfrenta quase diariamente as tropas governamentais. O conflito gerou uma guerra aberta nos anos 80, quando os LTTE iniciaram um levante armado para reivindicar um Estado independente no norte e no leste da ilha.   Nessas zonas a etnia tâmil é majoritária, enquanto os cingaleses dominam no resto do país, com o saldo de 65 mil e 80 mil mortos devido à violência desde o início da guerra.

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