Líder da Irmandade Muçulmana detido no Egito morre em hospital

CAIRO - Um líder da Irmandade Muçulmana, que estava preso no Egito, morreu nesta quarta-feira, disseram fontes de segurança. Seus seguidores alegaram que ele morreu porque as autoridades não lhe proporcionaram cuidados médicos adequados.

REUTERS

13 de maio de 2015 | 18h46

Farid Ismail, de 57 anos, era um parlamentar durante o governo do presidente Mohamed Morsi, da proscrita Irmandade Muçulmana, deposto em meados de 2013 pelo então chefe do Exército, Abdel Fattah al-Sisi, após intensas manifestações populares.

Sisi, o atual presidente egípcio, prometeu erradicar a Irmandade e lançou uma campanha de repressão que colocou milhares de apoiadores de Morsi na prisão.

As fontes de segurança declararam que Ismail morreu por insuficiência renal em um hospital do Cairo, para onde havia sido transferido dias antes de uma prisão na cidade de Zagazig.

Fontes judiciais disseram que Ismail havia sido condenado a 7 anos de prisão no ano passado por acusações relacionadas com a violência que se seguiu à dispersão de dois acampamentos de manifestantes no Cairo, realizada por forças de segurança em agosto de 2013, ação durante a qual centenas de manifestantes foram mortos.

Tudo o que sabemos sobre:
EGITOIRMANDADE MUÇULMANA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.