Líder da maioria no Senado dos EUA é contestado

Republicanos pediram que o líder da maioria no Senado, Harry Reid, deixe o cargo por causa de declarações que ele fez em 2008 sobre o então candidato à presidência Barack Obama. Reid, que apoiou a candidatura de Obama, disse em conversa privada que o país estava pronto para um presidente afro-americano "de pele clara" e "sem dialeto negro, a menos que ele quisesse ter um".

AE, Agencia Estado

11 de janeiro de 2010 | 12h22

As declarações fazem parte de um livro chamado "Game Change: Obama and the Clintons, McCain and Palin, and the Race of a Lifetime" ("Mudança de Jogo: Obama e os Clintons, McCain e Palin e a disputa de uma vida", em tradução livre), escrito por John Heilemann e Mark Halperin.

Um porta-voz de Reid afirmou que o senador não vai deixar a liderança. "Ele não tem intenção de deixar o cargo", disse Jim Manley. "Ao contrário de outros que defendem o retrocesso do país e veem este momento como ganho político, ele está trabalhando para fazer o país avançar."

A questão surge num momento crítico para Reid, que vai disputar a reeleição neste ano e tenta aprovar o projeto de revisão do sistema de saúde de Obama no Senado. Em comunicado divulgado no sábado, Reid disse: "Eu lamento profundamente minha escolha pobre de palavras. Eu peço sinceras desculpas por ter ofendido todos os americanos, especialmente os afro-americanos, por meus comentários inapropriados".

Os democratas se apressaram a defender Reid. Obama divulgou um comunicado no sábado dizendo que o senador se desculpou com ele. "No que depende de mim, a situação está encerrada", afirmou o presidente. Observadores políticos disseram que os comentários de Reid não devem afetar sua agenda política no Senado, mas podem se tornar um problema para sua campanha à reeleição. As informações são da Dow Jones.

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