Oli SCARFF / AFP
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Líder da oposição anuncia que defenderá novo referendo do Brexit

Corbyn confirmou também que apoiará uma emenda que obrigaria o governo a adiar o Brexit se um acordo não for aprovado antes de 13 de março

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2019 | 16h49

LONDRES - O líder da oposição no Reino Unido, o trabalhista Jeremy Corbyn, declarou nesta segunda-feira, 25, que seu partido "proporá ou respaldará" uma emenda a favor de um novo referendo sobre a saída britânica da União Europeia.

O Partido Trabalhista informou que apresentará uma cláusula para ser submetida à votação na quarta-feira no Parlamento na qual pedirá aos deputados que apoiem uma união aduaneira "permanente" com a UE, segundo um comunicado.

Se esse plano alternativo fracassar, os trabalhistas "cumprirão a promessa" de apoiar um novo referendo, segundo detalhou o porta-voz para o Brexit da legenda, Keir Starmer.

Antes que Corbyn defenda de forma oficial um referendo, tentará que a Câmara dos Comuns aceite negociar um novo acordo com Bruxelas que permita ao Reino Unido manter uma "escalação próxima" com o mercado único, assim como participar de agências e programas europeus.

O líder trabalhista confirmou também que na votação desta semana apoiará uma emenda apresentada pela sua companheira de partido Yvette Cooper e pelo conservador Oliver Letwin que obrigaria o governo a adiar o Brexit se um acordo não for aprovado antes de 13 de março.

"A primeira-ministra (a conservadora Theresa May) está deixando o relógio correr temerariamente, em uma tentativa de forçar os parlamentares a escolher entre o seu acordo fracassado e um desastroso 'não acordo'", disse Corbyn.

"De uma forma ou de outra, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para prevenir um 'não acordo' e nos opor ao perigoso Brexit dos 'tories' (conservadores)", acrescentou o trabalhista.

No congresso anual do partido, realizado em setembro do ano passado, Corbyn se comprometeu a promover uma nova consulta caso não conseguisse forçar eleições gerais antecipadas, mas tinha se recusado até agora de respaldá-la de maneira explícita.

Sua gestão do Brexit, junto com sua suposta permissividade com atitudes antissemitas, levaram nove deputados trabalhistas a deixar o partido nos últimos dias. /EFE

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