Líder da oposição defende processo de reconciliação nacional no Equador

Deposto em 2005, Gutiérrez critica Correa e nega envolvimento com rebelião policial

Efe,

20 de outubro de 2010 | 17h16

QUITO - O ex-presidente do Equador Lúcio Gutiérrez, um dos líderes da oposição no país, defendeu nesta quarta-feira, 20, um processo de reconciliação entre governo e oposição.

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, Gutiérrez disse que a rebelião policial do mês passado mostrou a necessidade de uma mudança no convívio político no Equador.

"Se não há mudanças por parte do presidente, e se ele não lidera uma grande reconciliação nacional, qualquer coisa pode acontecer no país", disse Gutiérrez, que presidiu o país entre 2003 e 2005 e foi deposto por uma revolta popular.

Correa acusa pessoas próximas a Gutiérrez de estimularem a rebelião policial de 30 de setembro para derrubá-lo em um golpe de Estado.

O ex-presidente ainda disse que Correa tenta se fazer de vítima para a comunidade internacional para obter financiamento externo. "Correa segue claramente o manual ditado desde Cuba a Venezuela, Bolívia e Equador", disse Gutiérrez.

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