Reuters
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Líder da oposição na Venezuela perdeu mandato, diz chavista

Segundo Diosdado Cabello, deputada teria descumprido artigo da Constituição venezuelana

O Estado de S. Paulo,

24 de março de 2014 | 14h27

CARACAS - O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou nesta segunda-feira, 24, que a deputada opositora Maria Corina Machado, uma das líderes dos protestos contra o presidente Nicolás Maduro, "não é mais deputada" por ter aceitado o cargo de representante alternativa do Panamá para pedir a palavra durante uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA) na semana passada.

Segundo Cabello, María Corina infringiu o artigo 191 da Constituição venezuelana, que proíbe deotadis de exercer qualquer cargo público sem perder o mandato, salvo em atividades docentes, acadêmicas, acidentais ou assistenciais, sempre que não suponham dedicação exclusiva.

"Sr. Cabello: eu sou deputada da Assembleia Nacional enquanto o povo quiser", tuitou María Corina, afirmando que viajou para o Peru. 

"Ela aceitou e exerceu o cargo oferecido pelo governo hostil do Panamá", disse Cabello. "Estamos dando instruções neste momento para que essa senhora não pise na Assembleia Nacional como deputada nesta legislatura. Não tem mais imunidade parlamentar e pode ser investigada diretamente por traição à Pátria."

Ao retornar de Washington, onde não conseguiu apresentar a versão da oposição sobre os fatos ocorridos na Venezuela diante da Organização dos Estados Americanos (OEA),  María Corina  foi detida por 1h30 no dia 22 em uma sala do Aeroporto Internacional de Maiquetía, em Caracas. As autoridades alegaram haver um problema em seu passaporte.

Uma vez liberada, seu carro foi seguido por dois veículos e uma moto do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) na via que liga Maiquetía a Caracas. Um deles tentou trombar com seu veículo, mas acabou se chocando com outro carro, segundo sua assessoria de imprensa. / AP e EFE

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