Líder da UE se declara contra boicote à Olimpíada

O presidente da Comissão Européia, JoséManuel Durão Barroso, repetiu nesta sexta-feira sua rejeição aoboicote contra a Olimpíada de Pequim, contrariando algumasvozes na Europa que consideram que os políticos do continentenão deveriam assistir à cerimônia de abertura dos Jogos porcausa do Tibet. Barroso, chefe do Executivo da União Européia, fez essasdeclarações em Pequim, onde tem encontros com autoridadeslocais. Os encontros seriam voltados para debater comércio edesenvolvimento sustentável, mas acabaram ofuscados pelaspreocupações a respeito dos distúrbios contra o regime chinêsem áreas de população tibetana. "Com respeito à Olimpíada, já disse na Europa -- e repitona China -- que a Olimpíada deve ser uma celebração para ajuventude do mundo, e deve ser um sucesso", afirmou oportuguês, em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministrochinês, Wen Jiabao. "Por isso sou contra o boicote",acrescentou. As relações entre UE e China estão estremecidas por causade um movimento nacionalista chinês que defende boicote aempresas e produtos europeus, como reação às manifestaçõescontra o regime ocorridas quando da passagem da tocha olímpicapor Londres e Paris. O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, já haviadeclarado que um boicote olímpico iria "aprofundar diferenças,criar um enorme ressentimento e tornar o diálogo muito maisdifícil". Mas, além do Tibet, a Olimpíada cria outras dificuldadesnas relações entre Pequim e Bruxelas. Nesta sexta-feira, a Câmara Européia de Comércio na Chinalamentou as dificuldades impostas pelas autoridades naconcessão e renovação de vistos de negócios para seus membros. "Suspender (o serviço de) vistos expressos significa aperda de oportunidades de negócios", disse em nota JoergWuttke, presidente da Câmara. (Reportagem de Lindsay Beck)

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