AFP PHOTO / Juan Jose Horta
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Líder das Farc sofre acidente cerebral e é internado

Segundo médicos, o estado de saúde de Timochenko é estável e ele está consciente

O Estado de S.Paulo

02 Julho 2017 | 20h37

BOGOTÁ - O líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, sofreu um "acidente cerebral isquêmico transitório", mas sua evolução é "satisfatória" e ele está consciente, informaram neste domingo, 2, os médicos da clínica onde ele está internado, no centro da Colômbia.

Timochenko, de 58 anos, chegou de emergência na manhã deste domingo à Corporação Clínica Universidade Cooperativa da Colômbia, na cidade de Villavicencio, onde recebeu "um diagnóstico de acidente cerebral isquêmico transitório", segundo a diretora do centro médico, Lydis Herrera.

Em entrevista coletiva, Herrera disse que o líder das Farc apresentou sintomas como "alteração da fala" e "uma disfunção da força muscular no membro superior esquerdo", mas assegurou que "até agora sua evolução foi satisfatória, com uma melhora de 90%". No entanto, continuará "de maneira preventiva" na unidade de cuidados críticos da clínica. Segundo complementou Iván Ramírez, Timochenko está consciente e alerta.

As Farc divulgaram um comunicado no qual asseguram que o estado de saúde do seu "máximo dirigente, Timoleón Jiménez (seu nome de guerra, além de Timochenko), é estável".

Processo de paz.

Em uma entrevista publicada neste domingo no jornal El Espectador, Timochenko disse que seu estado de saúde ia bem, embora "com a maquinaria um pouco desgastada", que "sofre às vezes" em meio às vicissitudes da implementação do acordo de paz assinado entre as Farc e o governo de Juan Manuel Santos.

Timochenko sofreu um infarto em fevereiro de 2015 enquanto ainda estavam em curso as negociações em Cuba para colocar fim ao conflito armado de mais de meio século. Segundo revelaram as Farc em março, naquela ocasião o líder guerrilheiro teve que ser reanimado em um hospital de Havana.

Cerca de 7 mil guerrilheiros e quase três mil colaboradores das Farc completaram esta semana seu processo de desarme na Colômbia, em cumprimento ao acordo de paz assinado com o governo em novembro do ano passado. /AFP

 

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