Líder de grupo islâmico é suspeito de atentado

Na primeira ação após o anúncio de um conjunto de medidas de emergência antiterror decretado nesta quinta-feira pela presidente da Indonésia, Megawati Sukarnoputri, a polícia declarou suspeito dos atentados a Bali, Abu Bakar Bashir, líder da organização integrista islâmica Jemaat Islamiya (Grupo Islâmico). A polícia convocou o líder para depor no sábado.A rede de Bashir é acusada de envolvimento nos ataques contra discotecas de Bali, que deixaram mais de 180 mortos, e suspeita de participação no atentado de hoje nas Filipinas. A organização Jemaat Islamiya luta pela instauração de um Estado pan-islâmico na Indonésia, sul das Filipinas, Malásia e Cingapura. "O mulá Bashir foi convocado a comparecer ao quartel-general da polícia no sábado e, pela natureza das acusações contra ele, provavelmente ficará detido", disse o advogado de Bashir, Mahendradatta. "Só posso dizer que o governo cedeu à pressão internacional para que ele fosse preso." Megawati conversou hoje, por telefone, com o presidente americano, George W. Bush, e assumiu o compromisso de reforçar o combate aos radicais islâmicos do país. Logo depois, anunciou oficialmente a adoção de medidas antiterror de emergência. Os detalhes do decreto não foram especificados pelo governo, mas algumas fontes informaram que as medidas incluem a pena de morte para autores de crimes de terrorismo e permite a prisão de suspeitos de ações terroristas sem mandado. Após a conversa entre Megawati e Bush, um porta-voz da Polícia Nacional, Saleh Saaf, afirmou que um kuwaitiano ligado à rede terrorista Al-Qaeda e preso nos EUA, Omar al-Faruk, revelou as ligações entre Bashir e o grupo de Osama bin Laden. Faruk disse também que a Jemaat Islamiya era a conexão da Al-Qaeda na Indonésia e planejou, em 2000, assassinar Megawati.

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