Amr Abdallah Dalsh/ Reuters
Amr Abdallah Dalsh/ Reuters

Líder de Hong Kong pede que EUA não interfiram por manifestantes

'Impróprio que qualquer país interfira nos assuntos de Hong Kong', declarou a chefe do Poder Executivo, Carrie Lam

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2019 | 04h40

A chefe do poder executivo de Hong Kong, Carrie Lam, solicitou aos Estados Unidos nesta terça-feira, 10, que não interfiram nos assuntos internos do território, após manifestações pedindo que Washington aumente a pressão sobre Pequim.

"É extremamente impróprio que qualquer país interfira nos assuntos de Hong Kong", disse Lam à imprensa.

Centenas de milhares de pessoas têm participado de manifestações em Hong Kong nas últimas 14 semanas, no maior desafio ao controle da China sobre este território entregue pelo Reino Unido em 1997.

No domingo, os militantes pró-democracia se concentraram diante do consulado dos Estados Unidos para pedir que o Congresso em Washington aprove uma declaração de apoio aos protestos.

Tal declaração poderia afetar as vantagens comerciais que Hong Kong mantém com os Estados Unidos.

Na visão de Lam, qualquer mudança nas relações com Washington representaria uma ameaça aos "benefícios mútuos".

"Espero que não haja mais pessoas em Hong Kong que peçam aos Estados Unidos a aprovação de tal legislação".

A ex-colônia britânica atravessa sua pior crise desde sua devolução para a China, com ações quase diárias para denunciar, especialmente, o recuo nas liberdades e a crescente ingerência de Pequim nos assuntos de sua região semiautônoma.

Na última quarta, Carrie Lam surpreendeu ao retirar o impopular projeto de lei que permitia extradições para a China. O texto foi o gatilho para os protestos iniciados em junho.

Manifestante pede apoio internacional

O militante Joshua Wong chegou à Berlim na noite desta segunda-feira, 9, para pedir apoio internacional aos protestos pró-democracia em Hong Kong. Wong chegou ao aeroporto de Tegel, e logo participou de um ato organizado pelo jornal Bild, em um edifício em Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento Alemão.

Wong teve um encontro com o ministro de Relações Exteriores alemão, Heiko Maas, e pediu pelo apoio de todos os povos à causa.

“Espero que a gente do mundo inteiro apoie ao povo de Hong Kong, que luta por liberdade e eleições livres”, declarou o militante de 22 anos. / (AFP)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.