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Líder de oposição do Zimbábue apresenta sinais de tortura

O líder da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, apresentou-se nesta terça-feira, 13 dois dias após ser detido, a um juiz de Harare, capital do país, com sinais visíveis de torturas sofridas na prisão.Tsvangirai, líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês), o maior grupo da oposição do Zimbábue, chegou ao tribunal em uma patrulha policial com o rosto inchado, dificuldades para andar e parte do cabelo cortado.Dirigentes do MDC denunciaram na segunda-feira que o líder do movimento recebera uma surra na prisão, inclusive com golpes na cabeça, e afirmaram que ele precisou ser hospitalizado depois de ter desmaiado três vezes.Tsvangirai foi detido, como dezenas de dirigentes e militantes da oposição, no domingo passado, coincidindo com o "dia de oração" que do qual participaria.A maioria dos detidos foi presa quando se aproximava ao estádio de futebol onde o ato seria realizado. O evento foi proibido pelas autoridades, e Tsvangirai foi detido quando entrou em uma delegacia para obter informação sobre as razões da detenção de vários partidários de sua sigla, segundo fontes do MDC.Um jovem militante do MDC morreu nos distúrbios ocorridos nas proximidades do local onde seria realizado o ato.Segundo a polícia, o falecido fazia parte de um grupo de duzentas pessoas que tentou atacar cerca de vinte agentes.A "jornada de oração" fora convocada pela Campanha para Salvar o Zimbábue, uma organização que reúne grupos políticos, sociais e religiosos e que promove uma mudança política no país, governado desde sua independência, em 1980, por Robert Mugabe, de 83 anos.A advogada de defesa, Beatrice Mtetwa, disse que não foram apresentadas acusações e comentou que o promotor não havia sido instruído sobre o processo.Ela disse que os advogados se reuniriam ainda hoje com dirigentes da procuradoria-geral para saber se os ativistas poderão ser libertados.No fim da noite de ontem, o juiz Chinemberi Bhunu ordenou à polícia que autorizasse tratamento médico e permitisse o acesso dos advogados a seus clientes.Bhunu determinou que, se a polícia não cumprisse a determinação, teria de levar os prisioneiros ao tribunal às 8h locais de hoje. Ele também decidiu que os ativistas devem ser indiciados até a tarde de hoje. Em caso contrário, serão libertados.Os advogados haviam comentado anteriormente que a polícia havia negado tratamento médico. Os ativistas foram levados hoje ao tribunal pela polícia, mas com algumas horas de atraso.Crítica da ONUUm membro do Conselho da ONU para direitos humanos criticou severamente os sinais de tortura apresentados em membros dos grupos de oposição no país.Segundo o comunicado de Louise Arbour, a violência dos policiais contra membro partidários da oposição foram "chocantes" e devem ira a julgamento para resguardar a lei do país."Esta forma de repressão e intimidação de uma assembléia de prega a paz é inaceitável", disse a comissária da ONU.

Agencia Estado,

13 de março de 2007 | 10h31

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