Líder de partido sinaliza que Mubarak pode deixar o poder; ministério nega

Hossan Badrawi diz 'esperar' que ele transfira o cargo; cúpula militar se reúne sem o presidente

estadão.com.br,

10 de fevereiro de 2011 | 13h29

Atualizado às 16h05

 

CAIRO - O presidente do partido Democrático Nacional (PND) do Egito, Hossan Badrawi, disse nesta quinta-feira, 10, que o presidente do Hosni Mubarak, fará um pronunciamento ainda hoje sobre a crise no Egito. Em entrevista à BBC, Badrawi afirmou também que 'espera' que o ditador transfira o cargo para o vice-presidente Omar Suleiman.  Por volta das 16h, o ministro da Informação foi à TV estatal para negar que Mubarak esteja de saída.

 

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A cúpula das Forças Armadas está reunida no Cairo e também prometeu fazer um comunicado que 'responderá à demanda dos manifestantes'. Mais cedo, o premiê Ahmed Shafiq disse à BBC Árabe que o cenário da saída de Mubarak estava sendo discutido. A rede de TV americana NBC diz em seu site, citando 'fontes do governo egípcio' que Mubarak irá renunciar hoje e que Suleiman assumirá.

 

Badrawi disse em entrevista à BBC posteriormente que seria "surpreendente se Mubarak continuasse como presidente" até a sexta-feira. O chefe da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA, Leon Panetta, disse que a probabilidade de que Mubarak deixe o poder é grande.

Na praça Tahrir, onde diariamente os manifestantes se reúnem, o general Hassan al-Roueini disse que "todas as demandas dos egípcios serão atendidas". De acordo com um porta-voz do Exército, a cúpula se reuniu sem Mubarak, que é o comandante-em-chefe das Forças Armadas e apoia as demandas legítimas do povo.

 

"O conselho está em sessão permanente para analisar que medidas e acordos podem ser feitos para salvaguardar a nação, as aspirações e ambições deste grande povo", disse.

Os protestos pela renúncia de Mubarak entraram no 17º dia impulsionados por uma série de greves por todo país. Na quarta, 2 mil trabalhadores do canal de Suez, ponto vital da economia egípcia, além dos setores têxtil e farmacêuticos, cruzaram os braços. Nesta quinta funcionários dos transporte público, médicos e advogados também pararam.

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Com Reuters e AP

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