Líder de partido sul-africano deve ser acusado de corrupção

Procuradoria diz que tem provas suficientes para processar Jacob Zuma, provável futuro presidente do país

Agências internacionais,

20 de dezembro de 2007 | 08h27

A Procuradoria da África do Sul afirmou nesta quinta-feira, 20, que existem evidências suficientes para processar o novo líder do partido do governo, Jacob Zuma, de corrupção. O alto-procurador Mokotedi Mpshe afirmou que uma decisão final contra o provável futuro presidente do país é "iminente". O Congresso Nacional Africano, maior partido da África do Sul, elegeu na terça-feira Zuma como líder, derrotando o presidente Thabo Mbeki. A vitória praticamente garante a Zuma o cargo de presidente do país, embora a eleição seja em 2009. A maioria da população negra sul-africana vota em bloco no CNA, que simboliza a luta contra o apartheid. Como o partido tem uma fatia cativa de 60% do eleitorado, Zuma seria eleito sem sobressaltos. As acusações contra o novo líder do partido envolvem a compra ilegal de armas. Zuma, de 65 anos, nega ter feito qualquer coisa de errado. Segundo o repórter da BBC Will Ross, a declaração do procurador surpreendeu muitas pessoas. Zuma foi afastado da vice-presidência do país em 2005 pelo presidente Thabo Mbeki, depois de ser envolvido em um escândalo que condenou o seu ex-conselheiro financeiro Schabir Shaik por fraudes e corrupção. Zuma também foi absolvido de uma acusação de estupro. Ele disse que ambas as acusações tiveram motivação política.

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