Líder de programa nuclear indiano tratará salvaguardas com a AIEA

O presidente da Comissão de Energia Atômica da Índia, Anil Kakodkar, viajará a Viena na próxima semana para tratar com a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) sobre as salvaguardas para as instalações nucleares indianas, informou a agência de notícias local "PTI". Segundo estabelece o acordo nuclear assinado em fevereiro passado entre Nova Délhi e Washington, a Índia deve negociar com a AIEA um Protocolo Adicional que fixe as condições para as salvaguardas que regularão o funcionamento das instalações nucleares civis indianas. Este processo é essencial para preparar um acordo com o Grupo de Provedores Nucleares, com o qual a Índia espera poder comprar materiais e combustíveis para suas futuras usinas nucleares, que têm como objetivo atenuar suas necessidades energéticas. A AIEA poderá realizar inspeções nas centrais indianas declaradas como civis, com o objetivo de assegurar-se de que o urânio não será enriquecido para outros fins e que o plutônio produzido não será refinado para ser utilizado na fabricação de bombas. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, assegurou que o acordo com a AIEA permitirá à Índia garantir uma produção contínua de energia nuclear caso haja uma interrupção na provisão de peças e de combustíveis no mercado externo. A AIEA projetou em 1993 um modelo de Protocolo Adicional para fortalecer o sistema de salvaguardas e conseguir que os inspetores pudessem detectar atividades nucleares não declaradas. Segundo o protocolo, os países devem dar mais informações à instituição sobre atividades nucleares, incluindo as de pesquisa e desenvolvimento, produção de urânio e outros dados sobre as importações e exportações de material relacionado ao tema nuclear. A Índia colocará sob o regime de salvaguardas da AIEA 14 de suas 22 usinas nucleares, segundo informou em fevereiro o Governo do país, em uma decisão que preocupou a comunidade científica indiana.

Agencia Estado,

02 Abril 2006 | 05h44

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