AP Photo/Ramon Espinosa
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Líder de protestos em Cuba deixa o país e busca refúgio na Espanha

Yunior Garcia e sua mulher chegaram nesta quarta-feira, 17, a Madri, pondo fim à incerteza sobre seu paradeiro, dois dias depois de o regime de Cuba prender opositores na ilha

Redação, Reuters

17 de novembro de 2021 | 18h04

MADRI -  O dissidente cubano Yunior Garcia e sua mulher chegaram nesta quarta-feira, 17, a Madri, pondo fim à incerteza sobre seu paradeiro, dois dias depois de o regime de Cuba prender opositores que pretendiam protestar contra o governo de Miguel Diáz-Canel. Um dos líderes da recente onda de mobilizações contra o regime, o jovem dramaturgo pegou um voo comercial para a Espanha depois que o governo comunista bloqueou um grande protesto que ele ajudou a planejar

Garcia chegou a ficar em silêncio logo depois nas redes sociais, gerando preocupações entre outros ativistas sobre sua segurança. "Chegamos à Espanha, vivos, saudáveis ​​e com nossas ideias intactas", disse Garcia em uma postagem no Facebook.

"Precisamos agradecer a muitas pessoas que tornaram esta viagem possível." Segundo fontes familiarizadas com a viagem, o governo da Espanha concedeu a Garcia um visto de 90 dias por "motivos de força maior ou necessidade". Fontes do governo haviam dito anteriormente que ele tinha entrado com visto de turista. Garcia afirmou nas redes sociais que buscava informações sobre outros membros de seu grupo de protesto Arquipélago.

“Muito em breve contarei a história desta odisseia”, disse ele. O governo de Cuba, em noticiários e programas nas redes sociais e estatais nas semanas anteriores ao protesto planejado de segunda-feira, disse ter evidências de que Garcia estava trabalhando secretamente com os Estados Unidos para derrubá-lo. Garcia e o governo dos EUA negaram a acusação.

Garcia se tornou uma figura central no movimento dissidente de Cuba após atos em julho que levaram milhares às ruas para protestar contra a escassez de produtos básicos, restrições às liberdades civis e o controle da pandemia do coronavírus. / REUTERS

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