John Gress/Reuters
John Gress/Reuters

Líder de templo sikh e dois policiais são saudados como heróis

Satwant Singh Kaleka, líder religioso, foi morto após tentar lutar com faca de cozinha; um dos oficiais ficou gravemente ferido

AE, Agência Estado

07 de agosto de 2012 | 09h40

MILWAUKEE - Vendo sua comunidade sob ataque, o presidente do templo Sikh de Wisconsin, Satwant Singh Kaleka, lutou com uma simples faca de cozinha, tentando parar o atirador. Kaleka levou dois tiros nas pernas e não sobreviveu. Baleado nove vezes enquanto ajudava uma vítima do lado de fora, o policial Brian Murphy dispensou a ajuda de seus colegas, insistindo que os feridos dentro do templo precisavam de socorro primeiro.

 

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Sob fogo no estacionamento do templo, o policial Sam Lenda mirou e atirou de volta, derrubando o homem que recusava-se a soltar sua armam após matar seis pessoas que reuniam-se para orar.

 

Kaleka, Murphy e Lenda - um morto, outro ferido gravemente e outro ileso - estão sendo chamados de heróis por salvar vidas no tiroteio que chocou os Estados Unidos apenas duas semanas após um outro atirador ter assassinado 12 pessoas dentro de um cinema no Colorado. O FBI afirma que Wade Michael Page, um ex-militar de 40 anos e líder de uma banda que prega supremacia branca, descarregou sua pistola 9 mm no templo.

 

Kaleka, de 65 anos, ajudou a fundar o templo em 1997. Seu filho, Amardeep Singh Kaleka, disse que agentes do FBI o abraçaram e disseram: "seu pai é um herói". "Ao lutar ele deu tempo para as mulheres se esconderem", disse Amardeep, cuja mãe foi uma das que se esconderam e ligaram para a polícia.

 

Em menos de quatro minutos o policial Murphy, de 21 anos, chegou à cena do crime. Ele estava cuidando de uma das vítimas quando Page se aproximou. Murphy foi baleado "de muito perto" nove vezes, disse o chefe de polícia de Oak Creek, John Edwards. "Ao chegarem (seus colegas) perto dele, Murphy os dispensou. Ele tomou nove tiros, um deles no pescoço, mas mandou que os policiais seguissem em frente, para o templo, e que ajudassem as pessoas lá dentro", afirmou Edwards na segunda-feira.

 

Lenda não quis falar sobre o ocorrido. "Ele não se considera um herói e não está interessado em ser parte de qualquer matéria nesse sentido", disse Jim Palmer, diretor executivo da associação de policiais de Wisconsin. "Ele sente que estava apenas fazendo seu trabalho".

 

Com AP

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