Líder defende ascensão da classe média

Escudado na sua reeleição e na popularidade, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, valeu-se do seu quinto discurso sobre o Estado da União para cobrar do Congresso a aprovação de um pacote de corte gastos públicos que não ponha em risco sua agenda de crescimento da economia. Sua meta, disse, é o fortalecimento da classe média. A defesa desse setor esteve no centro das promessas de campanha de reeleição.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h01

"É tarefa da nossa geração dar a partida no verdadeiro motor do crescimento econômico da América: a próspera ascensão da classe média", afirmou. "Todo dia, devemos fazer três perguntas a nós mesmos: como fazer para atrair mais empregos? Como dotar nosso povo com as habilidades exigidas por esses empregos?"

O presidente teve a cautela de sublinhar que os seus novos projetos para alavancar a economia não significarão aumento no déficit público - um deles é aumentar o salário mínimo federal para US$ 9 por hora. As propostas, acentuou, seriam compatíveis com o corte de US$ 1,2 bilhão nos gastos públicos entre 2013 e 2022, montante já acertado entre republicanos e democratas. Obama repetiu seus projetos de investimento em infraestrutura, educação, inovação e energia limpa - travados pelo Parlamento.

"Nossa maior prioridade é fazer da América um ímã de novos empregos e de indústrias", concluiu Obama. Ele antecipou que pedirá autorização para negociar um acordo de livre comércio com a União Europeia. / D.C.M.

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