Líder deposto diz que ainda é presidente do Quirguistão

O ex-líder do Quirguistão deposto disse hoje, do exílio na Bielo-Rússia, que ainda é o presidente do país da Ásia Central. Kurmanbek Bakiyev foi deposto no dia 7 de abril num levante que deixou 85 mortos na capital quirguiz. Na semana passada ele foi para o vizinho Casaquistão e chegou à capital bielo-russa no início desta semana. Em suas primeiras declarações do exílio, Bakiyev foi desafiador e disse que não renunciou.

AE-AP, Agência Estado

21 de abril de 2010 | 10h29

Ele disse aos jornalistas hoje em Minsk que continua "o legítimo presidente do Quirguistão" e descreveu o governo interino que controla Bishkek como uma "gangue de impostores". As autoridades interinas no Quirguistão afirmam que Bakiyev assinou uma carta de renúncia antes de deixar o país. Os Estados Unidos e a Rússia ajudaram a intermediar o acordo para sua partida. "Consciente da minha responsabilidade sobre o futuro do povo e da preservação da integridade do Estado (...) Eu apresento minha renúncia", diz a carta mostrada aos jornalistas pela líder interina Roza Otunbayeva.

Mas hoje Bakiyev voltou atrás da renúncia. "Eu não reconheço minha renúncia. Apenas a morte vai me parar", disse ele. "Como presidente do Quirguistão e garantidor da Constituição, eu não desisto da minha responsabilidade." Bakiyev disse que está "pronto para assumir responsabilidade legal", mas não ficou claro se ele quis dizer se responderia pela violência em Bishkek, como as novas autoridades exigem. O governo provisório disse esperar que a Bielo-Rússia proteja Bakiyev até que os procedimentos de extradição sejam iniciados. Ele também pediu à comunidade mundial que não reconheça o governo provisório, que anunciou eleições parlamentares e presidenciais em seis meses e planos de uma nova Constituição.

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