Líder deposto do Quirguistão foge para Bielo-Rússia

O presidente deposto do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, fugiu para o exílio na Bielo-Rússia, enquanto as autoridades interinas de seu país advertiam que ele será preso, caso retorne. Bakiyev deixou o Quirguistão após uma rebelião sangrenta em 7 de abril, em que 85 pessoas morreram, e estava refugiado na semana passada no vizinho Casaquistão. Na segunda-feira, ele deixou esse país.

AE-AP, Agência Estado

20 de abril de 2010 | 15h41

O presidente bielo-russo, Alexander Lukashenko, disse hoje que havia feito arranjos para Bakiyev viajar até Minsk. A presença dele, porém, pode exacerbar as tensões da Bielo-Rússia com o Ocidente e com a vizinha Rússia. "O presidente Bakiyev e sua família estão em Minsk sob proteção de nosso Estado e minha", afirmou Lukashenko em declarações ao Parlamento. Ele acrescentou que os hóspedes estão passando por exames médicos.

Lukashenko disse também que havia enviado carregamentos de comida ao Quirguistão, onde a pobreza contribui para as tensões políticas. As autoridades interinas do Quirguistão advertiram que Bakiyev será preso, caso retorne ao país da Ásia Central após ser deposto em uma rebelião. Um membro do governo interino, Edil Baisalov, disse à agência russa Interfax que Bakiyev somente pode retornar "na qualidade de prisioneiro".

Baisalov acusou Bakiyev de ser responsável pelo derramamento de sangue de 7 de abril em Bishkek, capital quirguiz. A coalizão que deve governar durante seis meses tem dificuldades para estabilizar a nação. Houve fortes choques com grupos da etnia dos meskh, em uma aldeia nas proximidades da capital, enquanto partidários de Bakiyev em seu bastião no sul trabalham para manter o controle da região.

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