Jason Szenes/Efe
Jason Szenes/Efe

Líder do Catar defende intervenção árabe na Síria

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, xeique Hamad bin Khalifa al-Thani disse que Conselho de Segurança falhou

Reuters

25 de setembro de 2012 | 17h11

NOVA YORK - As nações árabes deveriam intervir na Síria, diante do fracasso do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas em impedir a guerra civil no país, disse nesta terça-feira, 25, o emir do Catar, xeique Hamad bin Khalifa al-Thani. As declarações foram feitas em seu discurso à Assembleia-Geral da ONU.

 

Veja também:

video AO VIVO: Os discursos dos líderes mundiais na ONU

linkHollande pede à ONU que proteja áreas libertadas na Síria

linkNova onda de violência deixa 85 mortos na Síria

 

"O Conselho de Segurança falhou em alcançar uma posição efetiva", disse o monarca. "Em vista disso, acho que é melhor que os próprios países árabes interfiram por dever nacional, humanitário, político e militar, e façam o que for necessário para parar o derramamento de sangue na Síria", afirmou.

Potências ocidentais se opõem a uma intervenção direta contra o regime do presidente Bashar Assad, que está a salvo de qualquer ação do Conselho de Segurança por causa do poder de veto de seus aliados China e Rússia. "Já tivemos um precedente similar quando forças árabes intervieram no Líbano em meados da década de 1970 para parar confrontos internos lá, num passo que se provou efetivo e útil", acrescentou.

O Catar, junto à Arábia Saudita e à Turquia, apoiam fortemente os rebeldes sírios, de maioria sunita, ao passo que o Irã, xiita, apoia Assad, pertencente à seita alauíta, derivada do islamismo xiita.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.