Líder do CNA pede a tribunal que retire as acusações

Jacob Zuma, o político do Congresso Nacional Africano (CNA) que poderá ser o próximo presidente da África do Sul, instou hoje um tribunal a retirar as acusações de corrupção e fraude contra ele. Zuma apresentou-se a um tribunal em Pietermaritzburg para uma audiência de depoimentos na investigação na qual é acusado, junto a uma empresa francesa, de corrupção, num acordo bilionário de armas fechado em 1999.Zuma e seus partidários afirmam que ele é vítima de uma conspiração política para impedir suas ambições presidenciais. O advogado do político argumentou que as acusações precisam ser retiradas porque os procuradores fracassaram em consultá-lo antes de o caso ser levado à Justiça. Segundo ele, os procedimentos jurídicos não foram respeitados. "Nós acreditamos que as acusações precisam ser retiradas," disse o porta-voz do CNA, Jessie Duarte. "Nós achamos que é uma perseguição."Se o juiz Chris Nicholson discordar e decidir levar adiante o caso, Zuma poderá enfrentar julgamento no final deste ano - e o processo pode não ser concluído até as eleições presidenciais do próximo ano. A audiência continuará amanhã. O executivo-chefe da empresa francesa Thint na África do Sul, Pierre Moynot, também é acusado de corrupção, mas a sua audiência foi marcada para 8 de dezembro.As acusações são o mais novo obstáculo para Zuma ser o próximo líder a governar o país. Zuma, um ex-guerrilheiro, passou a chefiar o maior partido político da África do Sul, o CNA, em dezembro, e é o favorito para as próximas eleições. Zuma rompeu com o presidente Mbeki em 2005, após o mandatário o ter afastado do cargo de vice-presidente, após um escândalo de corrupção, quando o conselheiro financeiro de Zuma foi condenado a 15 anos de prisão por tentar arrancar subornos de uma empresa francesa. Antes líder da ala militar do CNA no exílio, durante a época do Apartheid, Zuma nos últimos anos virou muito popular entre os sul-africanos que esperam mudanças após dez anos de governo do presidente Thabo Mbeki.

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