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Líder do EI violentou refém americana repetidamente, diz inteligência dos EUA

Kayla Mueller teria sido escolhida por Abu Bakr Al-Baghdadi para ser uma de suas mulheres; caso foi relatado por adolescente mantida refém no mesmo local que a americana, mas que conseguiu escapar

O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2015 | 17h18

WASHINGTON - A americana Kayla Mueller, que foi mantida refém pelo Estado Islâmico (EI) até fevereiro, foi repetidamente forçada a ter relações sexuais com o líder do grupo, Abu Bakr Al-Baghdadi, de acordo com informações de funcionário de inteligência dos EUA obtidas pela Associated Press (AP).

Mueller, cuja morte foi relatada pelo EI no começo de fevereiro e confirmada pelos Estados Unidos dias depois, teria sido mantida refém por um período na casa de Abu Sayyaf - um financiador do grupo - e sua mulher, conhecida como Umm Sayyaf. 

Depois, porém, a americana teria sido escolhida por Baghdadi para ser sua mulher que a teria estuprado em todos os encontros que teve com a agente humanitária. A história veio à tona depois que uma adolescente Yazidi de 14 anos que era mantida refém junto de Kayla conseguiu escapar.

A jovem contou a sua versão dos fatos para funcionários do governo americano, que confirmaram as acusações da adolescente ao compará-las com outras informações de inteligência. As autoridades também teriam informado ao pais de Kayla, Carl e Marsha Mueller, em junho sobre o ocorrido, segundo Emily Lenzner, uma porta-voz da família.

Ainda de acordo com a AP, apenas agora um outro funcionário do governo americano confirmou, de forma anônima, os relatos sobre o repetidos estupros de Kayla, que foram relatado em primeira mão pelo jornal londrino The Independent.

Abu Sayyaf, que teria mantido Kayla refém foi morto em um ataque da Força Delta - principal força contra-terrorismo e de operações especiais do Exército dos Estados Unidos - ao seu complexo residencial na Síria, em Junho. A ação teria permitido que os EUA coletassem uma grande quantidade de material valioso do ponto de vista de inteligência sobre o EI.

Umm Syyaf, mulher do financiador do EI capturada na ação, foi ostensivamente interrogada por funcionários americanos e, depois, entregue para forças curdas iraquianas, que devem julgá-la. Segundo a porta-voz da família Mueller, espera-se que a mulher seja condenada e cumpra uma longa pena pelo caso. / AP

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