AFP PHOTO / AL-FURQAN MEDIA
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Líder do Estado Islâmico foi morto, diz ONG que monitora conflito sírio

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, 'fonte do alto escalão' do grupo terrorista confirmou a morte de Abu Bakr al-Baghdadi; ONG diz que ainda 'não sabe como e quando' ele foi morto

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2017 | 09h30
Atualizado 11 Julho 2017 | 10h04

BEIRUTE - O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), ONG que monitora o conflito sírio a partir de Londres, afirmou nesta terça-feira, 11, ter "confirmado a informação" de que o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, foi morto, apesar de ainda não ter detalhes de quando e como isso teria acontecido.

Poucos minutos após a divulgação pela agências de notícia sobre a suposta morte do líder do grupo terrorista, o presidente americano, Donald Trump, usou sua conta no Twitter (veja abaixo) para comemorar a "grande vitória contra o ISIS (como também é conhecido o EI)".

"Nós confirmamos a informação com líderes do Estado Islâmico, incluindo um do primeiro escalão na cidade de Deir es-Zor", disse o diretor do OSDH, Rami Abdulrahman. "Nós tomamos conhecimento hoje, mas não sabemos como e quando ele morreu." As agências internacionais, porém, ainda não confirmaram de forma independente o relato da morte de Baghdadi.

Em junho, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que poderia ter matado Baghdadi em um bombardeio que teria atingido uma reunião de líderes do grupo terrorista nos arredores da cidade síria síria de Raqqa, onde os extremistas estabeleceram seu quartel-general. Na ocasião, no entanto, os EUA não corroboraram a informação e as autoridades ocidentais se mantiveram céticas.

A morte do líder do Estado Islâmico já foi anunciada em outras ocasiões por outros grupos, mas não pelo OSDH, que possui um histórico bastante confiável no acompanhamento e no relato das principais desenvolvimentos da guerra na Síria.

Autoridades iraquianas e curdas, assim como o Departamento de Defesa dos EUA, disseram ainda não terem informações suficientes para confirmar a morte de Baghdadi. Além disso, em sites e contas em redes sociais usadas pelo grupo terroristas e seus afiliados, não há nenhuma informação sobre a possível morte do líder do grupo.

A morte de Baghdadi, que declarou um califado de uma mesquita de Mossul em 2014, seria uma das maiores derrotas do grupo extremista desde sua criação, num momento em que, fragilizados, os jihadistas tentam defender seu território cada vez menor na Síria e no Iraque. / REUTERS e AFP

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