Parwix/ Reuters
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Líder do Estado Islâmico no Afeganistão é morto pelo governo local

Abdul Hasib morreu em operação liderada pelas força especiais afegãs, segundo comunicado do presidente Ashraf Ghani

Reuters

07 Maio 2017 | 15h10

CABUL - O chefe do Estado Islâmico no Afeganistão, Abdul Hasib, foi morto em uma operação liderada pelas forças espeiais afegãs na província de Nangarhar, no leste do país, conforme anunciou o presidente Ashraf Ghani, neste domingo. 

Nomeado líder no último ano após a morte do antecessor Hafiz Saeed Khan em ataque por um drone americano, Hasib teria ordenado uma série de atentados importantes, incluindo um em março, no principal hospital militar de Cabul, efetuado por um grupo de militantes disfarçados de médicos.

No último mês, um porta-voz do Pentágono afirmou que Hasib provavelmente havia sido morto durante uma invasão das forças especiais americanas e afegãs a Nangarhar, quando dois soldados de elite americanos foram mortos, mas não houve confirmação. 

O afiliado local do Estado Islâmico, conhecido também como Estado Islâmico Khorasan (IS-K), em referência ao antigo nome da região que inclui o Afeganistão, está ativo desde 2015, lutando tanto contra o Talebã, como com as forças dos Estados Unidos e do governo local. 

Acredita-se que a milícia mantém ligações com o principal Estado Islâmico, no Iraque e na Síria, mas possui considerável independência operacional. 

Forças especiais americanas e afegãs, reforçadas por ataques de drones e apoio aéreo, têm mantido uma séria de operações contra o IS-K neste ano, executando dúzias de integrantes da organização, principalmente em Nangarhar, na fronteira com o Paquistão.

Derrotar o grupo continua como uma das maiores prioridades dos Estados Unidos no Afeganistão e, no último mês, o país lançou seu maior dispotivo não nuclear em uma rede de cavernas e túneis usada pelos EI em Nangarhar, vitimando 94 rebeldes, incluindo quatro comandantes. 

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