Líder do Hamas diz que 'os dias de Israel estão contados'

Khaled Meshaal pediu que as forças palestinas se unam e lutem 'com inteligência'

Efe,

15 de novembro de 2012 | 15h17

CARTUM - O líder do grupo islamita palestino Hamas, Khaled Meshaal, declarou, após os últimos ataques israelenses contra Gaza, que "a batalha contra o inimigo continua" e advertiu que "os dias de Israel estão contados". Em um discurso durante o 2º Congresso do Movimento Islâmico realizado no Sudão, Meshaal anunciou que seu grupo continuará "no caminho da 'jihad' (guerra santa) e da resistência", e elogiou o líder militar do Hamas na faixa, Ahmed Jabari, assassinado quarta-feira na ofensiva israelense.

O líder palestino destacou que Jabari contribuiu com a criação das Brigadas de Ezedin al-Qassam, braço armado do movimento radical palestino, e que com ele morreu Mohammed al Hams, outro de seus membros. Segundo Meshaal, Israel pretende "fortalecer sua defesa contra Gaza", mas não conseguirá porque não é um país, mas um "ente ilegítimo que ocupa a Palestina".

O dirigente do Hamas avaliou a união das forças palestinas diante do ataque israelense e pediu que lutem "com inteligência" para vencer Israel. Além disso, agradeceu o apoio demonstrado pelo presidente egípcio, o islamita Mohamed Morsi, e solicitou aos países árabes que "mudem as regras do jogo na região a partir de agora" e defendam a questão palestina no plano internacional.

Por sua vez, o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, condenou a ofensiva militar israelense em Gaza e afirmou que seu país sempre apoiará a causa dos palestinos. Bashir também participou da inauguração do congresso, em que durante três dias se reunirão cerca 120 representantes de movimentos islâmicos de 30 países árabes e muçulmanos.

Ao menos 13 pessoas morreram e cerca de 140 ficaram feridas na ofensiva iniciada quarta-feira 14 contra Gaza, denominada "Pilar de Defesa" e voltada contra o que o Exército israelense classificou como "infraestrutura terrorista" e armazéns de armas na faixa palestina, governada pelo Hamas.

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